quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Me dizem para eu parar de sonhar.
Mas talvez seja minha única razão,
Talvez seja minha última esperança,
Talvez seja o meu último desejo.
Me dizem que sou muito fria e fechada.
Mas talvez já tenham me tirado isso,
Talvez eu nunca tivesse tido essa liberdade,
Talvez eu nem tenha lutado por ela.
Me dizem para acreditar no amor.
Mas talvez eu já tenha acreditado,
Talvez já tenham me roubado,
Talvez ele nunca tivesse começado.
Me dizem que se eu continuar assim, irei perder muita coisa.
Mas talvez eu já tenha perdido,
Talvez eu nunca tenha conseguido,
Talvez nem tenha tentado.
Talvez eu não saiba escrever. Talvez eu não saiba desenhar. Talvez eu não saiba ler. Talvez eu não saiba cantar, e nem dançar.
Me dizem que eu não sou mais eu.
Mas talvez eu nunca tenha existido.

sábado, 15 de outubro de 2011

A garota que antes sorria, brincava e pulava de alegria,
Não via, não sentia e nem doía,
Não sabia, não media e nem entendia,
Hoje se arrastas aos trampos, pelos cantos,
Com medo, insônia e noites de espantos,
Com sangue e facada de tantos.
Um dia essa garota cresceu, floresceu
Aprendeu, ensinou, viveu,
Plantou, cuidou e colheu,
Mas um dia essa garota se apaixonou
E mais uma vez ela se fudeu.